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Restaurante

    A Sala das prensas deu lugar à sala do restaurante. Mantiveram-se as cores, os pavimentos, as asnas do tecto, as prensas, tudo o que ainda restava do abandono a que foi votado durante 20 anos.
    É nesta sala que está o Sem-fim, a paredes-meias com a Casa das Tulhas. O Sem-fim é uma máquina, um fuso que transporta as azeitonas das tulhas, onde foram limpas, para a batedeira. Eram aqui moídas e a pasta resultante espalhada  nas Mouriscas. Por magia e vapor, prensavam-se e do outro lado o azeite decantado escorria nos grandes depósitos de água escaldante. Provava-se logo o primeiro, o mais virgem de todos, com um pedaço de pão que torrava espetado num arame nas salamandras. Eram elas que aqueciam a água, são elas agora que aquecem o Inverno. O que restava deste processo ia para o Inferno, ou para o Ladrão, porque se entornava sempre um pouco para levar para casa.
    As mesas em xisto, os quadros e os candeeiros do Gil, as prensas onde se guardam memórias de passeios e viagens, as cadeiras coloridas, o espaço onde ainda reluz a alma e o cheiro do azeite, outrora  cura e agora tempero, é agora uma sala de bem estar e bem comer. Os sentidos estão em festa, cheira a azeite e ouve-se música do mundo e da terra.
    E é o Azeite, o senhor do lagar, no bacalhau com ele alhado, nas migas de tomate e de espinafres e de espargos, nas saladas Sem-Fim, nas sopas Alentejanas, nos salteados, no borrego e no pão. Sabores SF que nunca acabam e satisfazem depois do olhar, alma, na guloseima de cada petisco. A glória dos doces é da mão da Glória, a Mousse, o Arroz doce, as Migas doces, os gelados com o chocolate quente, os conventuais e todos os demais.
    Ao ambiente industrial juntou-se o efémero dos elementos simples que por lá se deixam, e a época produz. As viagens do Inverno animam a Primavera que se quer próspera, satisfazendo os sentidos de quem aqui chega e fica e volta outra vez, com o amor, com a família,  os amigos, ao fim da tarde ou para a festa da noite – o SF é infinito. À imaginação de cada um, a nossa vontade de o fazer melhor, porque estar no Alentejo vale a pena.